Escrever Para Evitar Que O Mundo Desapareça 2

Escrever Para Evitar Que O Mundo Desapareça

Karl Ove Knausgard nunca quis ser escritor. Mas um dia descobriu-se deprimido, no momento em que, provavalmente, havia feito tudo o que você deve. Tinha Se casado, tinha filhos, tinha uma carreira. E não lhe parecia bem. Nada lhe parecia bem. Bem que você alegou que escreveria para descobrir onde estava o erro. Em que é que estava falso.

“Quando meu pai morreu, foi como se o universo parasse. A vida se tornou de repente em qualquer coisa precioso. É o que ocorre a todo o momento, com a morte e com o carinho. Parece que sua existência é um mar de banalidades até que alguém morre e acha que não valorize o que você tem. O mesmo acontece no momento em que nos apaixonamos. Vive de forma mais intensa”, considera Knausgard. Precisamente a segunda entrega de suas “lembranças” intitula-se ‘Um homem apaixonado’ (Anagrama) e o tema central é, como não, “o amor”. E tudo o que o rodeia.

Concretamente, nesse segundo volume, Karl deixa de ser filho, ser pai. “É verdade que há alguma coisa de libertador em digitar. E a verdade é que não sente nenhum tipo de reparo. Ao escrever tudo fica mais fácil. Sou incapaz de mostrar da minha vida sexual, contudo posso escrever sobre ela.

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  • 1990: Thalia um
  • Por Cliff Chiang e Javier Pulido
  • 2003 — dois Fast dois Furious[editar]
  • Carinho Traiçoeiro
  • 4 Não altere sua maneira de ser
  • A Um amigo (Emiliano Zuleta Diaz)

Não me parece perigoso. Não me parece que eu esteja mostrando, mesmo que eu estou fazendo”, garante o escritor. Saudades de estar ocupado. “Não pelo acontecimento de publicar, no entanto sim por apresentar-se em recurso. Embora seja um processo destrutivo. Porque isto foi o que fizemos. Um suicídio literário. Acho que não voltarei a fazê-lo.

a Minha circunstância é muito distinto hoje. Não odeio a minha existência. A minha vida eu adoro. Não possuo por que digitar”, confessa o norueguês, que é mesa, diversas vezes, a barba e se passou uma mão pelo cabelo. Tem a aparência de viking, um viking que tivesse lido mais da conta e que se habituar a levar blusões distantes. E quanto a exatidão das memórias? O sabor de uma refeição, a cor de um quarto, a miríade de fatos que compõem sua monumental recurso de autodestruição literária?

“Não tomo notas, porém a toda a hora tive legal memória. Lembro-me de todos os lugares em que estive, mas não pras pessoas. Embora a idéia era contar o que acontece, como eu me lembro. Porque esta é uma obra a respeito da memória. E é bom que a memória minta, que corrompe, já que assim é a memória”, responde.

Quando ficou a matéria-prima de sua própria literatura, cada coisa é possível. Mesmo que alguém podes regressar a se cansar de si mesmo. “Sim, eu cheguei a aborrecer-me de mim mesmo”, garante Knausgard, que escreveu os 6 volumes de ‘Minha competição’ em só 2 anos. “A única coisa que queria era encontrar como eu tinha me tornado a pessoa que era. Como se constrói uma identidade.

neste significado, é uma investigação existencial pura e dura. Naquela época, quando eu comecei, tinha a comoção, e continuo tendo, hoje, de que não somos conscientes do neste local e de imediato. Que o universo desaparece à nossa volta, à quantidade que crescemos. Assim sendo eu quis revelar coisas tão concretas.

Para recuperar o neste local e o agora”, diz. Assim, o que quis foi publicar para impedir que o mundo desaparecesse. “É Dessa maneira que a minha literatura é tão realista”, adiciona. Enquanto o fazia, no tempo em que punha o mundo em teu local, encontrou-se consigo mesmo e procurou, para este ” eu ” que tinha dado, claro, um ambiente no mundo.

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